O Errante
Meus passos se tornaram história por esta via,
Árduos foram os caminhos de pedras e espinhos vividos.
Único sou neste mundo árido e frio,
Retirante desta selva de pedra sem vida,
Onde o bom e o belo se perdem na solidão.
Viajo pelo tempo e pelo espaço,
Eu sou aquilo que amo e desejo em mim,
Rezo quando posso e canto quando penso.
Invoco os deuses antigos em minhas preces,
Sussurrando ao vento palavras sem sentido,
Suavizadas pela brisa materna de coração terno.
Íris, ó Íris, traga-me a grande notícia!
Meu amor está por vir e há de me salvar,
O meu elo com a solidão, assim, terá fim.
Deusa das mensagens, escuta a minha voz!
A ti imploro: entoa o teu canto!
Salva-me desta triste jornada,
Iluminando-me com o brilho da minha deidade,
Luz que acalma e silencia meu coração em guerra,
Voz que me encanta e fascina,
Aura pura, da mais divina ternura.